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Graduada em Educação Física-Licenciatura Plena UFES. Especialista em Docência do Ensino Superior - UFC. Mestrado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias - UNESP - Rio Claro/SP.
(...) não morro sem ver a Capoeira reconhecida como Educação Física, e das boas. [...] Que linda a educação que encanta, jogada, dançada, cantada. João Batista Freire (SILVA; HEINE, 2008, p.16).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PCN, Temas Transversais e Capoeira

Baseados na Constituição Federal, os Parâmetros Curriculares Nacionais– PCN – (BRASIL, 1998), sugerem uma educação cidadã, apontando, dentre outros, os seguintes princípios que irão nortear a escola: a dignidade da pessoa humana; a igualdade de direitos; a participação; e a co-responsabilidade pela vida social. Sob este prisma são propostos os temas transversais, a serem trabalhados por todas as disciplinas escolares, divididos didaticamente em: Ética; Pluralidade Cultural; Meio Ambiente; Saúde; Orientação Sexual; e Trabalho e Consumo.
Na Educação Física, os temas transversais podem ser aplicados por meio de variados temas da cultura corporal, neste caso específico a Capoeira, utilizando-se de suas potencialidades educacionais, linguagem ética, diversidade cultural, historicidade, o contexto atual, dentre outros.
De acordo com Silva e Darido (2011), a Capoeira é hoje, um tema presente em muitas propostas curriculares dos Estados brasileiros para a Educação Física, aparecendo, em sua maioria, no eixo temático Lutas - São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Sergipe; como Jogos e Brincadeiras em Minas Gerais; e em Rondônia como Lutas e Dança, se fazendo, cada vez mais necessária, sua exploração científica do ponto de vista pedagógico.
Contudo, como é possível trabalhar os Temas Transversais por meio da Capoeira? De que forma estas informações e saberes podem chegar de maneira fácil, rápida e eficiente para os professores? Quais as possiblidades de tornar estes saberes compartilhados, discutidos e retroalimentados pelos especialistas?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Referências

ABREU, Frederico José de. Capoeiras Bahia, Século XIX. Imaginário e documentação. Salvador: Instituto Jair Moura, 2005. 170 p.
ALMEIDA, Raimundo Cesar Alves de. A saga de mestre Bimba. Salvador: Ginga Associação de Capoeira, 2002. 201 p.
BRANDÃO, M. L. Manual para publicação científica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física, 3º e 4º ciclos. Brasília, 1998. v.7b.
BORBA, Marcelo; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos; ZULATTO, Rúbia Barcelos Amaral. Educação a Distância online. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
CAMPOS, Hélio. Capoeira na universidade: uma trajetória de resistência. Salvador: SCT/ EDUFBA, 2001. 184p.
DARIDO, Suraya Cristina et al. Educação Física e Temas Transversais: possibilidades de aplicação. São Paulo: Mackenzie, 2006.
DARIDO, Suraya Cristina et al. Livro Didático na Educação Física Escolar: considerações iniciais. Motriz, v. 16, n. 2, p. 450-457, 2010.
DEMO, Pedro. Aprendizagens e Novas Tecnologias. Revista Brasileira de Docência, Ensino e Pesquisa em Educação Física, vol. 1, n.1, p. 53-75, ago. 2009.
FALCÃO, José Luiz Cirqueira. O Jogo da Capoeira em Jogo e a Construção da Práxis Capoeirana. 2004. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004.
FALCÃO, José Luiz Cirqueira; SILVA, Bruno Emmanuel Santana da; ACORDI, Leandro de Oliveira. Capoeira e os passos da vida. In: DAMIANI, Iara Regina; SILVA, Ana Márcia (Orgs). Práticas Corporais. Florianópolis: Nauemblu Ciência & Arte, 2005. p. 17-45.
FORQUIN, J. C. Escola e Cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007. 141 p.
______. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus, 2003. 157 p.
HUI-MIN LAI; CHIN-PIN CHEN. Factors influencing secondary school teachers’ adoption of teaching blogs. Computers & Education, v. 56, n. 4, p 948-960, maio 2011
MERCADO, Luís Paulo Leopoldo. Integração das mídias nos espaços de aprendizagem. Em Aberto, Brasília, v. 21, n. 79, p. 17-44, 2008.
MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 3. ed. Campinas: Papirus, 2000.
OLIVEIRA, José P. de, E.; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro. Capoeira, Identidade e Gênero. Ensaios sobre a história social da Capoeira no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2009. 200 p.
PESCUMA, D.; CASTILHO, A. P. F. Projeto de Pesquisa: o que é? Como fazer? São Paulo: Olho D’água, 2010.  
SILVA, Gladson de Oliveira; HEINE, Vinícius. Capoeira: um instrumento psicomotor para a cidadania. São Paulo: Phorte, 2008.
SOUZA, M. S. L. Orientações para apresentação e redação de projetos de pesquisa e trabalhos acadêmicos. São Paulo: Coopmed, 2011.
VIEIRA, Luiz Renato. O Jogo da Capoeira: Corpo e Cultura Popular no Brasil. Rio de Janeiro: Sprint, 1998.

Trabalho e Consumo

Vivendo em um país de sistema econômico capitalista, é necessário entender as relações de trabalho e consumo que o envolvem, por isso a importância de abordar este tema, relacionando-o com os conteúdos da Educação Física, uma vez as atividades físicas terem se tornado um setor  de influência ao consumimo desenfreado (DARIDO, 2006).
Há uma demanda emergente no meio capoeirístico que pode ser relacionado com este tema que são a produção de vestimentas para o meio: abadás (calça de Capoeira) estilizados, fora dos padrões, que na verdade são para passeio e não para os treinamentos, bem como de camisas, agasalhos, camisetas, bermudas, além de acessórios com os símbolos que identificam a Capoeira e suvenir. 
Além destes pode-se ressaltar os altos valores cobrados por alguns mestres, no batizado de Capoeira, no qual o aluno receberá sua corda, a camisa do evento e será batizado (primeira graduação), ou trocará de corda, bem como seu certificado. Há uma disparidade significativa no que diz respeito ao valor que é cobrado entre os diferentes grupos de Capoeira, contudo o custo é relativamente o mesmo.

Orientação Sexual

Este é um tema que vai tratar de conceitos inerentes à sexualidade que também é uma produção sociocultural, pois é através das relações sociais que se define o que é ser homem e o que é ser mulher e quais direitos de cidadania cada um dos gêneros tem (BRASIL, 1998). 
Ao abordar um tema como este o professor deve fazê-lo de forma ampla, clara e direta devendo tomar o cuidado para não reproduzir seus próprios preconceitos. No âmbito da Educação Física o professor pode discutir questões que enviezam este tema e as discussões de gênero, como o preconceito, que hoje muito já avançou, com as mulheres capoeiristas.
No início do surgimento da Capoeira como é conhecida hoje, as mulheres apenas participavam batendo as palmas durante a roda e entravam somente quando era tocado o samba-de-roda.  Em um passado recente, cerca de quinze anos atrás, a mulher que entrasse para a prática da Capoeira era estigmatizada. Atualmente, há muitas mulheres na prática da capoeiragem, existem rodas somente femininas, alunas-formadas, contra-mestras e mestras de Capoeira.

Saúde

Ter saúde vai além de ter um corpo saudável, envolve dimensões físicas, psíquicas, sociais e espirituais, buscando-se o equilíbrio entre elas. Portanto tratar deste tema nas aulas de Educação Física fundamenta-se no exercício da cidadania, onde deve-se habilitar o aluno a apropriar-se de conceitos, fatos e princípios para que este possa tomar decisões que vão gerar atitudes saudáveis inseridos em sua realidade (DARIDO, 2006).
Os objetivos na escola, desta abordagem, apóiam-se na prevenção e manutenção da saúde, e proporcionam ao aluno conhecer os limites de seu corpo, conscientizar-se da importância da atividade física e informar-se sobre sua prática de maneira adequada, autônoma e consciente.
Muitos são os alunos que exageram em sua na prática; além de fazer a aula, realizam os exercícios em casa, longe do olhar do professor, de forma errônea, durante um tempo não recomendado e com repetições excessivas, chegando à exaustão. Na ânsia de aprender e conseguir realizar movimentos novos e esteticamente melhor desenvolvidos, muitos se lesionam tanto física como psicologicamente.

Meio Ambiente

           É comum na contemporaneidade a discussão sobre a preservação do meio ambiente que vem sendo destruido pela ação desmedida e não pensada do homem. Muitas são as tentativas de conscientizar a população para que tenham atitudes positivas com relação ao ecossistema, contudo é preciso ir além, pois é um problema que tem urgência em ser resolvido, ou no mínimo, de ser minimizado.

É possível refletir sobre este tema através das aulas de Capoeira, uma vez perceber-se uma certa preferência por parte dos professores da luta brasileira, por aplicá-las em espaços abertos, se possível em contato direto com a natureza, sempre com os pés descalços. Fato este que pode ser explicado tendo como base suas raízes, pois os negros a praticavam nos terreiros das casas grandes (fazendas), ao ar livre e não tinham com o que calçar seus pés.

Pluralidade Cultural

Filhos de uma nação multicultural como o Brasil, o qual foi formado por diversas etnias, como as portuguesas, italianas, os índios e os negros africanos, dentre outros, pode-se afirmar ser necessário que cada brasileiro entenda, respeite e valorize estas diferentes culturas, que trouxeram e ainda trazem seus costumes, crenças e valores (DARIDO, 2006).
Deste modo o papel da escola se torna fundamental para auxiliar os alunos a desenvolverem a consciência da diversidade, que faz parte da humanidade, ou seja, o respeito à alteridade do outro, o que é possível quando ela é reconhecida como uma possibilidade passível de ser humana; como uma possibilidade constitutiva de si mesmo (FORQUIN, 1993).
No caso da Capoeira, a Pluralidade Cultural é aparente, uma vez ela própria ter nascido das diferentes etnias africanas em terras nacionais, ou seja, suas raízes são negras e hoje é praticada por milhões de pessoas, de variadas culturas, no Brasil e no exterior.

Atividades sugeridas

Ética:

1. Solicitar aos alunos que realizem uma pesquisa no youtube, de vídeos que demonstrem a Capoeira de forma violenta. Em seguida, assistir com eles o material que encontraram ressaltando, inicialmente, o que é Capoeira e o que não faz parte dela, descaracterizando-a; em seguida discutir sobre a violência apresentada e as atitudes antiéticas;
Depois realizar uma aula prática, onde os alunos reflitam e construam as respostas motoras, trocando as atitudes antiéticas pelas éticas correspondentes, da Capoeira.

2. A partir ainda destas imagens ou de algumas outras que o professor leve para a aula, pode-se ensinar alguns dos movimentos desequilibrantes da Capoeira, como a tesoura-de-costas, por exemplo, demonstrando que é possível projetar o outro ao chão sem machucá-lo, com técnica tanto para derrubar quanto para cair. Este movimento pode ser ensinado em trios, onde dois alunos ficam de pé, de frente um para o outro e de mãos dadas (é recomendado que esta aula seja realizada na grama, na areia ou em colchões) e o terceiro irá realizar a tesoura-de-costas, passo a passo, em cada um dos dois que estão se segurando, evitando que caiam ao chão, na primeira fase. Na segunda fase a projeção será feita com maior velocidade e assim provocará a queda que será amortizada pelo colega que está segurando aquele que está recebendo a tesoura-de-costas. Este irá cair rolando de costas.

Pluralidade Cultural:

1. A dramatização é uma metodologia eficaz e bem aceita pelos alunos, que pode ser realizada por toda a turma. Sugere-se que o professor de Educação Física trabalhe junto com o professor de história e possam desenvolver uma peça teatral relacionando o processo histórico do Brasil com a Capoeira e as diferentes etnias que formaram este país, e que ainda chegam, até os dias de hoje. 

2. Outra possibilidade é solicitar aos alunos que façam uma pesquisa sobre os diferentes costumes trazidos pelos negros, portugueses, italianos e espanhóis: sua forma de dançar, lutar e sua religião, por exemplo.  Desta forma as pesquisas irão demonstrar o que cada uma trouxe de contribuição e os alunos poderão entender as diferenças existentes nos dias atuais, destas três formas de expressão. Além disso, será possível explicar a diferença entre Capoeira e religião.

3. Para explicar as diferenças entre cada ser humano, ao ensinar a ginga, fundamento básico da Capoeira, o professor pode solicitar aos alunos que formem duplas. Cada dupla terá um giz nas mãos e irão desenhar, cada um o triângulo do outro. Cada ponto da base deste triângulo deve ser delineado pelos pés de apoio: o primeiro aluno fica de pé, com as pernas um pouco afastadas e o outro irá fazer um pequeno círculo em volta de cada um dos pés do primeiro. Em seguida o professor solicita que este aluno desloque uma de suas pernas para trás e tente permanecer em equilíbrio nesta posição. O segundo aluno irá desenhar o terceiro ponto que formará o triângulo.
Após todos os alunos terem seus triângulos desenhados o professor ensina a dinâmica da ginga somente falando, sem realizá-la, para que o aluno possa construir seu próprio movimento, a partir de sua reflexão. Em seguida o professor solicita que os alunos troquem de triângulos e tentem gingar. Neste momento evidenciam-se as diferenças e pode-se discutir que para um mesmo movimento cada pessoa necessita de espaços diferentes e que isso é inerente ao ser humano, não significando que um está certo e outro errado.

Meio Ambiente:

1. O professor de Educação Física pode, juntamente com os professores de Geografia e Artes, e apoio da escola, produzir uma oficina de confecção de berimbau, explicando onde é o local e qual o tipo de mata para a retirada da madeira, que pode ser a beriba (a mais usada), o pereiro, dentre outras; qual é a época certa para a extração evitando inclusive o desperdício de retirar uma verga e ela não está própria para a fabricação; como ela deve ser extraída; a necessidade do replantio.
Depois disso, em forma de vídeo, ou de demonstração, ou ainda da própria pesquisa dos alunos, pois é possível achar filmes que ensinam todo o processo de produção, fazer com que os alunos vivenciem a faricação do berimbau.

2. O professor pode ainda levar um texto que explique as fases da construção do berimbau e utilizar o método painel integrado, para abordar este assunto. O professor deve separar este texto em partes, de acordo com seu número de alunos, e as fases da confecção. Como exemplo imagine que o texto ficou dividido em 5 partes: retirada; preparação da madeira; outros materiais necessários; montagem, replantio e preservação do meio ambiente. Em seguida divide-se a turma em cinco grupos e todos receberão um número. Cada grupo irá ler sua parte do texto. Após todos terem lido o professor faz novos grupos juntando os números iguais de cada um dos primeiros grupos. Desta forma cada novo grupo terá participantes que leram todas as partes do texto, possiblitando uma reflexão conjunta sobre cada parte que foi aprendida e sua sequência. Ao final faz-se uma discussão entre todos sobre como confeccionar um berimbau sem agredir o ecossistema. 


Saúde:


1. Pode-se trabalhar solicitando aos alunos que façam entrevistas e produzam um vídeo com capoeiristas e/ou ex-capoeiristas, com no mínimo dois anos de prática contínua, que possam comentar sobre casos reais de praticantes que se lesionaram devido ao exagero. Em seguida assistir aos vídeos e comentar com os alunos sobre os limites do corpo e as razões pelas quais uma atividade física deve ser praticada adequadamente.

2. Também pode-se levar um dos entrevistados para relatar sua experiência e conversar com os alunos.

Orientação Sexual:

1. Solicitar aos alunos que levem para a aula recortes de jornais e revistas, fotos, reportagens e/ou xerox de livros, que apresentem a temática da mulher na Capoeira. A partir deste material e abordagem do tema com os alunos, montar um painel, através de colagens, que será exposto na escola. Cada turma fará o seu próprio cartaz e o professor pode montar uma exposição dos trabalhos realizados.
- Tópicos interessantes a serem apontados: Quem foi a primeira Mestra de Capoeira? Existem rodas de Capoeira somente para mulheres? Como se deu sua participação que era mínima e hoje percebe-se um alto número de mulheres capoeiristas?

2. A partir de diferentes materiais: lápis de cor, giz de cera, canetinha hidrocor, etc, o professor solicita aos alunos que façam duplas mistas, um menino e uma menina. A partir daí cada dupla terá uma folha de papel jornal e fará desenhos (bonequinhos simples) um do outro, realizando movimentos de Capoeira. Desta forma surgirão os desenhos dos meninos e das meninas que não apresentarão diferenças, sendo possível discutir e demonstrar as questões de gênero, pois apesar do corpo feminino expressar-se de formas variadas do masculino, as ações motoras produzidas são as mesmas.
Esta atividade também oportuniza que todos participem, aprendendo a Capoeira e outros temas de diferentes maneiras - neste caso pelo desenho - contemplando as individualidades que se apresentam entre os alunos, satisfazendo-as. Estes cartazes também podem ser expostos.

Trabalho e Consumo:

1. Solicitar aos alunos que levem diferentes tipos de roupas e calçados usados, que possam ser utilizados na aula. O professor pode separá-los em grupos e indicar o que cada um deles irá levar: calças jeans, bermudas jeans, camisetas, camisas de gola, saias, sapatos de salto alto, sapatilhas, tênis, sapatos de couro, etc. A intensão é exemplificar e discutir o que é adequado e o que não é para a prática da Capoeira.
Pedir que vistam o material que levaram, por cima mesmo de suas roupas e o professor desenvolve uma aula prática de Capoeira e a roda treino.
Discutir com eles como foi a vivência e as dificuldades encontradas apontando para o que é realmente necessário para praticar a Capoeira e outros esportes e a própria Educação Física.

2. Pesquisar, juntamente com os alunos, quais sites e blogs de Capoeira trabalham com a comercialização de produtos relacionados à arte-luta. Fazer uma listagem de quais são, os valores, para que servem, etc.
Discutir e refletir com eles sobre estes valores, o que é necessário, o que eles comprariam e porque; qual a utilidade do que está sendo vendido, dentre outros.

3. Solicitar aos alunos que investiguem sobre o valor cobrado nos Batizados de Capoeira e o que o aluno está adquirindo ao pagar tal valor. Comparar as diferenças e refletir sobre as mesmas.
 

Ética

A ética trata de questões, preceitos, práticas e valores que são mediados pela moral – regras de conduta do comportamento humano -   estabelecidos por princípios construídos ao longo do tempo por cada cultura, dentro de suas tradições e costumes (BRASIL, 1998; DARIDO, 2006).
Entende-se a Capoeira, na escola, sob os preceitos do jogo cooperativo, onde é necessário que o aluno entenda que para jogar Capoeira ele precisa do outro, ou seja, ele irá jogar “com” o outro e não “contra” o outro.
Também é importante frisar o “jogar com” visto que a própria movimentação da Capoeira requer que um acompanhe o outro, ou seja, é um jogo de perguntas e respostas, onde um diz sim, realizando um golpe e outro diz não, esquivando-se deste – princípio da negaça, onde um capoeirista “nega” seu corpo ao outro. É importante ressaltar sempre que um capoeirista precisa do outro, jogar sozinho é, no mínimo, um desprazer, uma atitude sem calor humano. 

sábado, 25 de junho de 2011

Temas Transversais


Todo cidadão tem assegurado e explicitado em lei seus direitos civis, políticos e sociais, e assim o Estado brasileiro tem por objetivo construir uma sociedade justa, livre e solidária; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além de promover o bem de todos, sem preconceitos (BRASIL, 1998).
Para os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), a escola fundamentada na orientação, análise, julgamento e críticas às ações pessoais, coletivas e políticas, pode auxiliar na busca pela democracia, orientando os alunos sobre seus direitos e deveres, e como defendê-los e exercitá-los. Deste modo inclui-se no ensino questões sociais que irão ser refletidas, passíveis de conhecimento, que permearão todo o currículo escolar, com uma configuração pedagógica, contextualizados de acordo com cada região. Para efeitos didáticos nomeou-se de Temas Transversais, sendo eles:
- Ética;
- Meio Ambiente;
- Pluralidade Cultural;
- Saúde;
- Orientação Sexual; e 

- Trabalho e Consumo (BRASIL, 1998).